Osvaldo Medina revisita o mito de King Kong numa novela gráfica muda

Criado em 1933 por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack, King Kong tornou-se um dos maiores ícones da ficção fantástica e da história do cinema. O filme original alcançou um enorme sucesso e deu origem a inúmeras adaptações ao longo das décadas, incluindo os remakes de 1976 e de 2005, este último realizado por Peter Jackson.

Em outubro, a Kingpin Books publica Kong the King, uma novela gráfica da autoria de Osvaldo Medina que revisita o clássico sob uma perspetiva completamente nova. Em vez de recriar a narrativa original, o autor propõe uma abordagem centrada na ascensão e queda de Kong no mundo do espetáculo, explorando a ténue fronteira entre a fama prometida e o circo mediático que transforma o protagonista num objeto de entretenimento.

Mais do que uma homenagem ao clássico cinematográfico, Kong the King afirma-se como uma obra autónoma, construída através de uma narrativa visual intensa. Ao longo de 144 páginas totalmente silenciosas, sem uma única palavra, Medina conduz o leitor por uma sucessão de momentos de ternura, violência, encanto e tragédia, evocando a linguagem expressiva dos grandes filmes mudos da década de 1920.

Editado em capa dura, a preto e branco, Kong the King representa o primeiro álbum a solo de Osvaldo Medina a ser publicado. O autor é um dos ilustradores portugueses mais prolíficos da atualidade e conta já com um percurso consolidado na banda desenhada, destacando-se as colaborações com David Soares em Mucha, Nuno Duarte em A Fórmula da Felicidade e Mário Freitas em Super Pig: Roleta Nipónica. Foi precisamente este último trabalho que lhe valeu o Prémio de Melhor Desenho Nacional de 2013, atribuído nos Prémios Nacionais de Banda Desenhada.

Até à chegada do álbum às livrarias, já foram divulgadas algumas imagens que permitem apreciar a expressividade do traço de Osvaldo Medina e antecipar uma das mais invulgares edições nacionais do ano.

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