A Seita com dose dupla de Dylan Dog em agosto de 2026

No ano em que Dylan Dog celebra o seu 40.º aniversário, A Seita assinala a ocasião com a publicação de dois novos álbuns protagonizados pelo célebre investigador do paranormal.

Criado por Tiziano Sclavi em 1986, Dylan Dog tornou-se uma das personagens mais conhecidas da banda desenhada italiana, combinando terror, fantasia, humor negro e uma dimensão melancólica e psicológica que marcou a série desde os seus primeiros anos.

Memórias do Invisível

Em Dylan Dog Vol. 8: Memórias do Invisível, Sclavi regressa à personagem acompanhado pelo desenho de Giampiero Casertano, um dos artistas que ajudaram a definir visualmente o universo de Dylan Dog.

A história parte de um caso em que as memórias se recusam a desaparecer e o invisível parece ganhar forma. À medida que a investigação avança, a fronteira entre realidade e imaginação torna-se cada vez mais ténue, levando Dylan Dog a confrontar uma realidade ambígua e sombria, onde o verdadeiro horror pode estar precisamente naquilo que não conseguimos ver.

Sclavi, nascido em Broni em 1953, entrou no mundo da banda desenhada nos anos 1970, tendo posteriormente chegado à Sergio Bonelli Editore, onde criou Dylan Dog. Paralelamente à BD, publicou romances como Dellamorte Dellamore e Nero, marcados pelo humor negro e pelo grotesco.

Casertano, nascido em Milão em 1961, começou a trabalhar em banda desenhada ainda muito jovem e passou pela Sergio Bonelli Editore em séries como Ken Parker e Martin Mystère, antes de encontrar em Dylan Dog o espaço ideal para desenvolver o seu traço sombrio e expressivo. Ao longo da carreira trabalhou também em Tex, Nathan Never, Julia, Mágico Vento e Dampyr.

Dylan Dog Vol. 8: Memórias do Invisível tem 112 páginas, preto e branco, capa dura, 165 × 235 mm, PVP 16,00 €.

Morte em 16 por 9

A segunda novidade é Dylan Dog: Morte em 16 por 9, com Roberto Recchioni no argumento e Corrado Roi nos desenhos.

Nesta aventura, Dylan Dog é confrontado com uma misteriosa mecenas que fez da arte a sua razão de vida — e de morte. A investigação conduz o protagonista para um território onde as fronteiras entre artista e obra, vítima e carrasco, prazer e sofrimento se tornam cada vez mais indistintas.

Recchioni, nascido em Roma em 1974, iniciou a carreira nos fumetti em 1993 e tornou-se responsável por séries como John Doe e Detective Dante, colaborando também em Tex, Orfani e Dylan Dog. Entre 2013 e 2023 foi curador da série Dylan Dog, período em que introduziu diversas alterações na personagem e no seu universo.

Corrado Roi, por sua vez, é um dos mais reconhecidos desenhadores italianos ligados à Sergio Bonelli Editore. Depois de trabalhar em Mister No e Martin Mystère, afirmou-se sobretudo através de Dylan Dog, para o qual desenhou dezenas de histórias. O seu percurso inclui ainda trabalhos em Tex, Nathan Never, Julia, Mágico Vento e Dampyr.

Dylan Dog: Morte em 16 por 9 tem 208 páginas a preto e branco, capa dura, 180 × 275 mm, PVP 24,00 €.

Com estas duas edições, A Seita assinala os 40 anos de Dylan Dog com duas abordagens distintas ao personagem, reunindo autores fundamentais da história do investigador do pesadelo e reforçando a presença do fumetto italiano no seu catálogo.

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